terça-feira, 3 de setembro de 2019

NOTA DA APROFFESP: As reformas neotecnicistas do governo João Dória: o ataque à Filosofia e ao Currículo formativo






ASSOCIAÇÃO DE PROFESSORES/AS DE FILOSOFIA
E FILÓSOFOS/AS DO ESTADO DE SÃO PAULO





As reformas neotecnicistas do governo João Dória: o ataque à Filosofia e ao Currículo formativo


Sempre lutamos por uma formação integral de nossos jovens, o que não corresponde necessariamente a uma “escola em tempo integral”!
As prisões são em tempo integral e nem por isso servem para educar e formar o cidadão!

            O governo João Dória, como já era esperado, apresentou de forma autoritária várias reformas para a rede estadual de ensino e que poderão ter consequências funestas para a carreira dos professores, para a formação de nossos jovens e para o currículo em geral. A Filosofia, no rol das disciplinas formativas, certamente será uma das principais prejudicadas e nós da APROFFESP não poderíamos ficar calados; vejamos o que poderá acontecer.

            Com a política de “Inova Educação”, há dois projetos que pretendem colocar em prática tais “inovações” através de duas vias: o PEI – Programa de Escola Integral e o “Novotec”, com quatro modalidades. Esses projetos aparentemente novos não passam de novos nomes que são dados aos antigos objetivos dos governos tucanos que tentam implantar a sua política neoliberal e privatista dos espaços públicos, nesse caso, da escola pública paulista. A isto nós chamamos de “painel de velhas novidades”, parodiando a canção de Cazuza “O tempo não para” com a linda metáfora: “Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades, o tempo não para, não para...”

            Quantas reformas o PSDB/PMDB vem fazendo desde o início dos anos 90 – lembram da “Escola Padrão”, da “Progressão Continuada” = aprovação automática, das “Salas Ambientes da secretária Rose Neubauer??? O que melhorou na qualidade de ensino da escola pública? Houve melhoria na carreira e nos salários dos professores, funcionários, educadores em geral? Não, não houve, ao contrário, o que aconteceu foi uma piora e desvalorização crescente da carreira dos educadores e no aprendizado dos alunos/as da escola estadual. Por quê?

            Não houve melhora simplesmente porque os tucanos não estão de fato preocupados com a melhoria da educação pública, nem com a carreira dos professores/as, pois suas preocupações são privatistas e voltadas para o mercado de trabalho e satisfação das necessidades imediatistas do mundo empresarial; e por isso mesmo sempre apostam no que denominamos neotecnicismo que tenta repetir como farsa o que foi o tecnicismo dos tempos do regime militar e da Lei 5.692/71, a mesma política que jogou a qualidade de ensino, a carreira e os salários dos/as professores/as aos níveis que vemos hoje, principalmente no Estado de São Paulo, o 18° pior salário do país, que não cumpre o 1/3 Jornada do Piso e não paga o PSPN, descumprindo a Lei federal implantada em 2009!

            Desta forma, elencamos aqui algumas críticas que apontam para os pontos negativos dos “novos” projetos do atual governo João Dória que nos colocam na resistência a essas reformas que são uma farsa bem arquitetada para terceirizar o currículo, as disciplinas e os espaços da escola pública, piorando ainda mais a qualidade do ensino e o aprendizado dos jovens.
- Ao oferecer um “aumento” de 75% sobre o salário, é bom lembrar que isso não é incorporado e o professor/a perdem os benefícios que tem um cargo efetivo; perde-se também a estabilidade, ficando o educador à mercê de avaliações subjetivas de gestores alinhados com o governo;
- As escolas estão sucateadas e, mesmo com as promessas de melhorias na infraestrutura, não há garantias efetivas de que as escolas que optarem pelo PEI serão aparelhadas; basta ver as atuais escolas em tempo integral que continuam carentes dos recursos e infraestrutura necessária;
- Além da perda da estabilidade, haverá um desvio de função dos professores/as, que além do período de aulas também terá de acompanhar e orientar os/as alunos/as em suas atividades extra-classe;
- Com o “Novotec”, haverá uma diminuição do tempo de aula (de 50 para 45 minutos) e no número de aulas da base comum, baixando de 30 para 26 aulas, prejudicando diretamente as disciplinas de Filosofia e Sociologia, que eram obrigatórias até a Lei N° 13.415/17 do “novo ensino médio” que eliminou numa canetada o Artigo 36 da LDB que havia sido reformulado. Aliás, é bom saber que, além de Língua Portuguesa e Matemática, nenhuma disciplina é agora obrigatória, o que fragiliza ainda mais a BNCC e a formação acadêmica dos/as alunos/as da escola pública, prejudicando diretamente os jovens mais carentes.

            Contra a imposição e o autoritarismo das reformas neoliberais e neotecnicistas de João Dória, contra os projetos do “Inova Educação”, o PEI e o NOVOTEC, pela autonomia das escolas, em defesa da Filosofia e do currículo formativo que garanta de fato uma educação integral aos jovens, a APROFFESP chama os/as professores/as de Filosofia e das demais disciplinas para continuarmos a luta por uma escola pública laica, gratuita e de qualidade de verdade!

DIRETORIA DA APROFFESP





sábado, 24 de agosto de 2019

Comunicado da APROFFESP aos professores/as de filosofia e filósofos/as do Estado de São Paulo Reunião com a Secretária da Educação - 22/08/2019




ASSOCIAÇÃO DE PROFESSORES/AS  DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS/AS  DO ESTADO DE SÃO PAULO
http://aproffesp.blogspot.com – Facebook.com/aproffesp Estadual



Comunicado da APROFFESP aos professores/as de filosofia e filósofos/as do Estado de São Paulo - Reunião com a Secretária da Educação

               Conforme reunião solicitada através de Ofício protocolado anteriormente na SE, a Diretoria da APROFFESP, nas pessoas da Presidenta Lúcia M. Peixoto e dos Diretores Aldo Santos e Chico Gretter, esteve na última quinta-feira – 22/08/19 – na Secretaria da Educação, onde foi recebida por Henrique Pimentel, representante do Secretário Rossieli Soares da Silva, acompanhado pela Equipe de Filosofia/SE, representada por Emerson e Tânia Gonçalves e pelo Assessor do mandando do Dep. Estadual Carlos Giannazi, Victor Guerra. A Secretária do Gabinete, Sra. Vera Alice, nos informou que o Secretário não estava presente, razão pela qual não pode nos atender naquele momento.

               Após as apresentações, iniciamos a reunião com a apresentação da pauta enviada através do Ofício, de Nº06/2019 (em anexo). Reiteramos nossas reivindicações históricas, como a participação da APROFFESP na discussão sobre o currículo que está sendo organizado a partir da nova Lei do ensino médio – N° 13.415/17 – e da nova BNCC que cumpre aos estados implementar a partir da mesma. Questionamos sobre como ficará a Filosofia nesse novo quadro curricular, já que a lei do “novo ensino médio” aprovada no governo Temer só obriga a presença das disciplinas de Português e Matemática, sendo que as demais disciplinas serão tratadas nas diversas áreas do conhecimento já previstas na LDB de 1996 e nos PCNs de 1998.

               Reiteramos também ao representante do Secretário os pedidos de abono de ponto para realização de nossos Plenárias, direito este que garantimos junto aos governos anteriores desde o início da realização das mesmas em 2011; obtivemos o compromisso de que a SE nos responderá em breve sobre o abono, sobre o que ficaremos atentos e cobraremos uma posição favorável do atual Secretário! Não há motivos e nenhuma justificação para negar-nos esse direito previsto em lei e não acreditamos que haja algum preconceito em relação à Filosofia para tanto.
Solicitamos também resposta à solicitação de audiência com as entidades que representam às áreas das ciências humanas, como deliberado na audiência pública realizada na ALESP em 21/05/2019.

               A APROFFESP também se colocou à disposição para participar das reuniões que visam a discutir a implantação das reformas para o ensino médio no sentido de que a qualidade seja um dos critérios norteadores, respeitando a autonomia das disciplinas, ainda que as mesmas sejam tratadas por áreas do conhecimento. O representante Henrique nos garantiu que as atribuições de aulas e de classes permanece ainda por disciplinas até novos estudos e que se darão de acordo com o PNE. Acompanharemos o processo.

               Aproveitamos para informar os/as professores/as de Filosofia que as reformas do governo serão tema para debate nas próximas plenárias marcadas para o próximo dia 12 de setembro, cujo comunicado já foi publicado nas redes sociais e no blog da APROFFESP. As regiões, como de praxe, deverão confirmar os locais e responsáveis pelas Plenárias a fim de que possam receber os materiais e o Certificado.

               Conscientes de que somente a nossa luta organizada pode garantir a presença da Filosofia no currículo das escolas pública e privadas, terminamos este com votos de muita energia para todas e todos. Reagir é preciso!

São Paulo, 24
de agosto de 2019.
DIRETORIA DA APROFFESP








quarta-feira, 21 de agosto de 2019

FALA CHICO | 20/08/2019 | Há de fato liberdade de imprensa e expressão n...



As Mídias falam de educação sem ouvir professores e professoras. Nosso Diretor Pedagógico, prof. Mestre Chico Gretter fala sobre às contradições entre Teoria e Prática!




Parabéns Mestre Gretter!



segunda-feira, 19 de agosto de 2019

PLENÁRIAS DA APROFFESP: DIA 12 DE SETEMBRO

       Em reunião da Diretoria Estadual realizada em 10/08/19 debatemos a atual conjuntura em que os ataques dos governos Federal e Estadual contra a educação e de forma específica contra a Filosofia se avolumam. Entendemos que é preciso reagir a este cenário desfavorável mantendo nossa articulação e buscando formas de avançar.

        Para tanto, convocamos todas as regiões para a realização das Plenárias Regionais no dia 12 de setembro, que terão o seguinte eixo temático: “A Filosofia toma partido: pela liberdade de cátedra, contra a censura e a orientação neotecnicista da pedagogia oficial”. Informamos que já protocolamos a solicitação de abono de ponto e ratificamos a solicitação de uma audiência com o Secretário Rossieli, para o que formamos uma comissão que irá no dia 22/08 à Secretaria da educação na tentativa de obter uma resposta da
Secretaria às nossas demandas.


       Contamos com a compreensão e empenho de todos/as a fim de que nossa luta continue ativa, para de que possamos comemorar nosso décimo aniversário com novas vitórias!

Direção da APROFFESP Estadual
São Paulo, 16 de agosto de 2019.



segunda-feira, 12 de agosto de 2019

13 de Agosto é dia de Paralisação: A Filosofia Toma Partido em Defesa da Educação

As Entidades de Filosofia, APROFFESP - Associação de Professores/as de filosofia e Filósofos/as do Estado de São Paulo e APROFFIB - Associação de Professores/as de Filosofia e Filósofos/as do Brasil reforçam a convocação para o DIA 13 DE AGOSTO dia nacional de luta em Defesa da Educação, Contra a Reforma da Previdência e os ataques dos atuais governos contra os direitos da Classe Trabalhadora.

Em São Paulo o ATO UNIFICADO será na Av. Paulista - MASP ás 15 horas.



"Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes."

Antônio Gramsci

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

É melhor já ir Tirano Bolsonaro.


        Quando um governante não está a altura de seu povo, vamos ao problema da governabilidade e à luta de novo.
Em pouco tempo de governo, já é possível caracterizar o comportamento desequilibrado de Bolsonaro, com suas bravatas, com os desmontes das políticas públicas, além de um vocabulário tosco e de uma crueldade ilimitada, verbalizada pelo abjeto presidente da República Fakeana.
Um governo que vem destilando ódio em relação aos índios, negros, comunidade LGBTI+, mulheres, meios de comunicação, meio ambiente, nordestinos, e agora ataca os vivos através do desrespeito à memória dos mortos que foram vítimas dos setores que o atual presidente representa, não dá para aceitar nem silenciar.

       As maldades são ilimitadas e os seus colaboradores diretos (ministros/as) estão, via de regra, deseducando grandes contingentes das sociedades com uma falsa moral, desprovidos de princípios éticos.

       Em relação a economia, nada de novo no sentido de se apresentar propostas para tirar o país da barbárie econômica que hoje se encontra.

        As reformas são draconianas, tendo como exemplo a reforma da previdência que está tramitando no congresso e outras que já estão a caminho do matadouro.
Não resta alternativas para o povo pobre, a não ser organizar a resistência pra valer, lutando por emprego e salário digno, por reforma agrária e urbana sob controle dos trabalhadores, taxação das grandes fortunas, distribuição de renda, além de exigir posturas republicanas do atual governo e respeito ao conjunto da sociedade.

       Além de ser fundamental pautar o que representa o atual governo, a forma como foi alçado ao poder, bem como nosso emprenho na luta pelo fora Bolsonaro, palavra e conteúdo, que estão na ordem do dia.Vamos ter que dar um passo a frente na resistência.
Ficar a reboque do que ele fala e faz, ou respondendo pontualmente as suas provocações e flagrante postura incompatível com o cargo que ocupa, não vai atacar nem responder radicalmente o conjunto dos malefícios de suas posturas e falácias.

       É fundamental iniciarmos este debate, criando comitês pelo fora Bolsonaro e seu governo inimigo do povo brasileiro.

        Derrotar Bolsonaro é derrotar a fração militar que se apoderou do poder, é derrotar um governo de caráter fascista e abalar as estruturas dos representantes do capital, rumo a uma nova sociedade com condições de igualdade, equidade e socialização das riquezas produzidas, com liberdade, igualdade e coletiva oportunidade.

Lutar, resistir e vencer é preciso!


Professor da rede pública de ensino, aposentado.Leciona Filosofia no Cursinho Passo à Frente.Formado em Filosofia, Ciências Sociais, Teologia e História. Pós-graduado filosofia da educação, sociologia do mundo do trabalho, Mestre em História e Cultura.Escritor, Sindicalista, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil, diretor da Aproffesp, milita no Psol.

domingo, 28 de julho de 2019

ATO DE DESAGRAVO: Valmir Schmitt​ manifesta nosso apoio e solidariedade à Camila Alves e ao Professor Aldo Santos​,





Aproffesp Estadual​ se posiciona em defesa dos movimentos e lutadores/as sociais.

Valmir Schmitt​ manifesta nosso apoio e solidariedade à Camila Alves e ao Professor Aldo Santos​, nosso diretor fundador e grande defensor da filosofia  e dos direitos humanos.

  Análise Crítica da Proposta Curricular de Educação Digital e Midiática do Estado de São Paulo Autor: Valmir Paze   1. Introdução: cu...