Depoimento sobre a importância do Encarte do Professor de Filosofia

Reflexão prática
Encarte do professor: filosofia em sala de aula

Tenho acompanhado este trabalho muito importante da Editora Escala, desde o início, quando lançou este Encarte do professor de Filosofia em sala de aula, visando auxiliá-lo em suas atividades.

Lembro-me de que o primeiro formato desse Encarte era pequeno, com letras minúsculas, com excelente conteúdo, mas as sugestões de exercícios apresentavam-se distante da realidade da sala de aula.

Eu sempre ouvia comentários dos colegas, elogiando esta iniciativa, a qualidade teórica sobre os temas desenvolvidos, porém, a distância que as propostas de exercícios tinham com a realidade dos professores e dos alunos em sala de aula. Isso resultava em pouco aproveitamento desse material pelos professores, no geral. Isso não significa dizer que não aproveitava-se nada desses esforços valorosos, por parte de quem se debruçava nessa tarefa, nem desqualificar o que foi feito, mas trata-se de uma crítica construtiva a este material.

Num segundo momento, a Editora Escala modificou o formato do Encarte, ampliando o seu tamanho, ficando igual às demais páginas da revista e isso foi interessante, porque melhorou para se ler o conteúdo apresentado, aproveitá-lo melhor e, mais do que isso, recordo-me muito bem, de que o professor de Filosofia da cidade de Assis-SP., Marcio Bressane, assumiu a coordenação desse trabalho de apoio aos professores de filosofia ou de outras áreas que quisessem utilizá-lo, dando um novo contorno ao Encarte do professor.

Continuou produzindo um Encarte com qualidade, ótimo conteúdo e, principalmente, deu mais praticidade aos temas, no sentido de aproximar com competência teoria e prática. Criou propostas mais adequadas em relação ao trabalho do professor no chão duro da escola. Com isso, as contribuições passaram a ser melhor aproveitadas pelos professores. Eu mesmo vivenciei isso em minha prática e constatei o quanto essas aproximações foram significativas para o trabalho do professor de Filosofia em sala de aula.

Aliás, essa iniciativa da Editora Escala em criar este Encarte do professor foi um marco muito importante para o trabalho em defesa da Filosofia, seja em sala de aula ou na sociedade como um todo.

Em razão disso, quero atestar nesse depoimento, que me tornei um assinante das Revistas Filosofia Ciência & Vida e Conhecimento Prático, porque tenho plena convicção do quanto essas publicações, mensal e bimestral, contribuem, nacionalmente, para o desenvolvimento e consolidação de um trabalho cada vez melhor em defesa da Filosofia, tendo como objetivo ajudar a criar um “estilo reflexivo” no processo de formação dos estudantes do Ensino Médio, nas escolas públicas e particulares do país.

Agora, estamos numa terceira etapa desse trabalho: manteve-se o seu formato ampliado, a produção de um material qualificado, ainda mais afinado com a realidade do professor, inclusive acolhendo cada vez mais contribuições de professores que estão em sala de aula e, mais do que os palpitadores de plantão, sobre a Educação e os rumos que ela deve tomar, estão na linha de frente do trabalho, enfrentando grandes desafios em suas longas jornadas no exercício do magistério.

Portanto, não é à toa que este trabalho sobre o Encarte do professor de Filosofia foi reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), cuja demonstração concreta é o recebimento por parte das Escolas Públicas de algumas revistas todos os meses.

Mas, diante desse feito da Editora Escala, quero ressaltar a extrema importância do trabalho que professores, como Francisco Gretter, Carolina Desoti, Victor Costa, Marcio Bressane, entre outros colaboradores, tiveram ao longo do tempo, para que este Encarte continuasse ganhando credibilidade, aceitação, respeito e alcançado, de fato, bons resultados nas práticas educativas e o reconhecimento de instâncias oficiais que cuidam da educação em Brasília.

No trabalho desses professores, vemos, claramente, a grande preocupação no trato com os “conceitos”, a relação com História da Filosofia, a contextualização do tema e o interesse em tornarem este trabalho um instrumento valioso para o professor em suas aulas, através de sugestões de atividades. Esta não é uma tarefa fácil, e quem procura realizar um trabalho sério com a Filosofia sabe muito bem disso. Por isso, o trabalho desses colegas é uma marco na trajetória desse Encarte.

Diante do exposto, se a Editora Escala não der sequência a este trabalho, será uma pena e uma perca muito grande, primeiro, para a própria revista, para seus leitores, para a educação, para a Filosofia e para a sociedade, carente de uma educação de qualidade, para além dos discursos que todos os dias vemos nos veículos de comunicação, pelos supostos defensores da Educação.

Espero, sinceramente, que este meu relato sirva de reflexão para os Diretores da Editora Escala e para os responsáveis por este Encarte do professor de Filosofia, quando à importância de sua continuidade.

Ivo Lima dos Santos
Professor de Filosofia da Rede Pública estadual e Escritor
Autor dos livros: O recheio que faltava em sua vida
: A direção da VIDA
Membro da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo - APROFFESP

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